domingo, 17 de julho de 2011

É hora de brincar! É hora de alegria!

Esta foi o ultimo aniversário.Utilizei bastante papel: de presente,laminado,crepom,caixa,tnt,louça e plasticos próprios,cestos da sala, diversos brinquedos...
Separei as balas na sacolinha e os chocolates nos copoc com o catavento,fiz "bombons de brinquedos" e espalhei doces na mesa junto com pirulitos. Arrumei uma mes bem baixinha para as crianças se servirem com gelatina, biscoitos, salgadinhos e pipocas e uma mesa de café para os pais. Esta festa foi feita de dia, com direito a banho de piscinas e brincadeiras. A sençasão foi um biscoito caseiro de maizena, receita adquirida de uma vizinha de infância em Recife.E a mesa das crianças, os pais não saiam de perto.

sábado, 16 de julho de 2011

Presente especial

Fiz esta japinha para Malú com muito carinho e ainda ganhou uma bolsinha.Tudo retalho, herdado da sogra e máquina de costura da minha mãe.

Adorooooooooooooooooo

Ficamos só o bagaço, mas no final vale demais! aguardem os proximos aniversário, é que não sei onde salvei as fotos, mas eu acho, bjs.

E O PALHAÇO, QUEM É?!?

Aqui foi reutilizado os próprios brinquedos das crianças, fiz o palhaço de retalhos, o balão com bola de praia e cesto de brinquedo para os beijinhos, as lancheiras foi a madrinha que conseguio latas de um tipo de perfume jogado fora, até a decoração do bolo foi brinquedos e um mobile.O cesto de presentes o berço de tela, tnt para cobrir a mesa de outras festas, o enfeite de mesa dos convidados foi lata de leite coberta com tecido e no centro uma caneta com um enfeite.o enefeite das lancheira...pratinhos de papel!

OS PIRATAS

Esta foi a que eu achei mais bonita: os navios foram feitos das caixas de suco coberto por oficio colorido, as velas feitas de papel mantega impressa, palito de churraco e cordão.Caveira reaproveitada dos brindes de revistas, cordão de enfeite de natal, moedas de chocolate, arvore do brinquedo das crianças, navio de madeira de enfeite da tia,mascaras de carnaval dom ano passado guardado com carinho para este evento, mapas,lenços de tnt,tapa olho, livrinhos do tema e balas,muitas balas.

Meus Aniversários

Idéias prematuras no início de como ser uma mãe, sempre reciclando e reaproveitando. As festinhas simples porem extremamente dedicadas a alecria dos meus filhos e aos dos outros.
O BAILE DOS DINOSSAUROS:
Este foi um dos mais simples: Eu estava doente e só pude ir na rua uma única vez,e sem saber o que iria fazer. Comprei saquinhos metalizados, fiz os dinos de cartolina e cobri os detalhes com cola colorida, reciclei diversos objetos e fiz a arvore dos beijos com uma cartolina fiz o tronco puz uma garrafa com água dentro para não voar, coloquei um prato descartavel em cima e coloquei os doces, e restos de cartolina que sobraram e a fita que utilizei para fechar os sacos, para as crianças maiores fiz um niho com docinho embalados na cor verde e coloquei ovos feitos de isopor com balas dentro. um dino na parede segurando os balões, um vulcão no bolo de cartolina com uma vela vulcão e outro imprime um dino e cortei, aproveitando mais uma vez os brinquedos na decoração.

Lembrancinhas

Diferentes e geniais

Ainda caminhando nas criações

Adoro!

Criações admiráveis

Pesquisando na net, encontrei todos estes...saboreiem
Fácil e divertido de fazer.

Criando Convites

Este foi criação minha.Ajudando Amigas e fazendo o que gosto com reciclagem!
Palhacinho feito de papel oficio colorido, mas pode ser produzido em cartolina, crafft, reciclado e os detalhes são papeis de embruulho para presente. Saquinho plástico e fitilho. Aguardem novas publicações.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

18º Congresso de Leitura do Brasil (COLE)

18º Cole - Congresso de Leitura

Fonte:
segunda-feira, 14 de março
Estimadas pessoas,

Comunicamos que o 18º Congresso de Leitura do Brasil (COLE) será realizado no período de 16 a 20 de julho de 2012.

As inscrições para apresentação de trabalho e para demais categorias de participação serão abertas no segundo semestre de 2011.

Um abraço

Diretoria ALB

Biênio 2011/2012
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17º COLE EM CAMPINAS: LENDO A EMOÇÃO (26 de Julho)

Affonso Romano de Sant'Anna

Olhei aquele ginásio apinhado de gente. Não era um jogo de volei ou basquete. O jogo era outro. Era o jogo da leitura. Mais de cinco mil professores e educadores compartilhando da peleja e do campeonato da leitura.

Era o 17ºCOLE (Congresso de Leitura do Brasil) em Campinas (20 a 24 agosto). Além do Ginásio Multidisciplinar da Unicamp, em outros auditórios, cerca de 5 mil participantes apresentavam 3.002 trabalhos em 384 sessões. Para se ter uma idéia, o Caderno das Atividades e Resumos é um grosso volume de mais de 600 páginas tentando condensar as comunicações. Nunca tanta gente pensou a questão da educação e da leitura neste país. Isto contrasta com a primeira reunião desse mesmo COLE, há 30 anos, reunindo uns heróicos duzentos e poucos participantes.

Vou lhes contando isto aqui, porque nem todo mundo, em meio à profusão de notícias, tem obrigação de saber o que está ocorrendo. Eu diria que a história da leitura no Brasil no século XX passou por três fases. Primeiro, Monteiro Lobato reinventando tanto a literatura infanto-juvenil quanto o modo de editar e comercializar o livro no país conseguindo récordes de venda e leitura. Depois, Mário de Andrade desenvolvendo projetos de leitura na prefeitura de São Paulo e a seguir no Instituto Nacional do Livro. Era a primeira tentativa de fazer o poder público acordar para a questão. E, recentemente, numa terceira fase, ocorreram duas ações fadadas a se tornarem históricas. A exemplo do Associação de Leitura do Brasil, que organiza o COLE e da Cátedra da Leitura (PUC-RJ), a universidade brasileira, acompanhando um movimento internacional de redescoberta e revalorização da leitura, começou a investir em pesquisa e a teorizar sobre as práticas leitoras. Era uma maneira de tirar a leitura do seu ar aparentemente gratuito e ingênuo, conferindo-lhe um significado simbólico transformador da sociedade.

Por outro lado, a criação do PROLER(1991) na Fundação da Biblioteca Nacional significou algo marcante. O governo federal começou a desenvolver sistematicamente ações transformadoras em centenas de cidades. Desencadeou e articulou projetos em estados e municípios assumindo a leitura como uma questão política e social. Inúmeras ações práticas que se desenvolvem hoje no país, de Acre à Bahia, de Mato Grosso ao Rio Grande do Sul, surgiram dos pioneiros e sucessores do PROLER.

Dizia eu respondendo às homenagens que no COLE foram feitas a Bartolomeu de Campos Queirós, Elias José e Hakira Osakabe e a mim, que nossa geração nesses 30 anos tinha participado de uma verdadeira reviravolta na questão da leitura. Uma estória apaixonante, épica e lírica tinha sido escrita. Hoje são milhares de ações e projetos em bibliotecas, em açougue, em borracharia, em ônibus, em favelas, condomínios, hospitais, cadeias e pontos de ônibus. Grupos de especialistas de leitura trabalham com os quilombolas, índios, pescadores, seringueiros, sem terra, soldados, mudos, surdos e cegos. Empresas de grande e médio porte criaram programas nessa linha, ONGs saíram a campo e a leitura entrou na pauta dos administradores, empresários e políticos..

Ainda outro dia, ao falar sobre "A leitura como instrumento de transformação pessoal e social " na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul, -entidade que reúne milhares de empresas e sindicatos- eu lhes dizia que é urgente que os executivos pensem não apenas em "qualidade total", mas em "leitura total". Sem leitura não há desenvolvimento.

Há 20 anos havia três mil municípios sem bibliotecas. E agora, estados como Minas, São Paulo e Rio Grande do Sul praticamente solucionaram esse problema e o governo federal está para anunciar que está complementando ações semelhantes em todo o país

Quando esta crônica estiver sendo lida no domingo (26), já deverá ter sido anunciado que acaba de ser criado o Vale Cultura. Trabalhadores receberão mensalmente 50 reais para gastos específicos com livros, CDs ou ingressos de teatro. Alguém vai dizer, é muito pouco. Claro que é pouco, mas é o primeiro passo simbólico. Isto e inserir a cultura na "cesta básica". Como diziam aqueles astronautas que pisaram na Lua há 40 anos, é um pequeno passo, com significado gigantesco.

domingo, 20 de março de 2011

Exigências da vida moderna (quem agüenta tudo isso??)

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.

E uma banana pelo potássio.

E também uma laranja pela vitamina C.



Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes..

Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.

E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.

Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).



Cada dia uma Aspirina, previne infarto.

Uma taça de vinho tinto também.

Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.

Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.

O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.



Todos os dias deve-se comer fibra.

Muita, muitíssima fibra.

Fibra suficiente para fazer um pulôver.

Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.

E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.

Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.



E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.

Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.

Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.



Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.

Sobram três, desde que você não pegue trânsito.



As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.

Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).



E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.



Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.



Ah! E o sexo.

Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina.

Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.

Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.



Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação..



Na minha conta são 29 horas por dia.



A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!



Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos e seus pais.

Beba o vinho, coma a maçã



Agora tenho que ir.



É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.



E já que vou, levo um jornal...



Tchau.....





Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.



Luís Fernando Veríssimo

PS. Não esqueça de orar, agradecendo por ter tempo para tudo isto.

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Um convite

Neste sábado reecontrei amigos do tempo de escola!(colégio Hipócrates) bons amigos por sinal, enquanto eu corria para o meio da rua, para ver a maior lua deste ano. Ainda bem que sempre fomos "cômicos amigos". Daí sou convidada para o lançamento de suas revistas em quadrinho, dia 15/04/2011 na Poty livro, ao lado do Natal Shopping as 19hs. Farei de tudo para está presente e prestigiá-los. Aproveito e repasso o convite! É gente da terra, revelando a sua arte e não custa nada. Espero todos lá! Assim que souber de mais detalhes comunico. A galera do SEGUE-ME satélite também está convidada. Até breve.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Uma pequeno bate papo sobre a análise crítica dos contos de fadas

Postagem no Blog Nerd somos Nozes :

Realmente concordo com sua análise dos contos de fadas, é real mas não é somente isso. Sim, estas histórias eram escritas em épocas em que crianças eram vistas como adultos pequenos e que a única diferença estava no tamanho. Há ainda a análise vista pelo lado social e politico, onde todos os contos possuem sua marca como a nossa querida chapeuzinho vermelho "por que será que ela tinha que usar um capuz e ainda por cima vermelho?". Todas as histórias tem a suas versões, e todos nós temos as nossas próprias visões. Entretanto, hoje, todas essas belas histórias são para as nossas crianças, os verdadeiros contos de fadas, onde elas enfocam principalmente as princesas, a magia, a músicalidade das palavras. Além de ser educadora e ter trabalhado como pesquisadora na área de literatura infantil, tenho a experência viva e crescente em casa, depois de ter me tornando mãe. A Disney veio embelezar estas histórias, talvez tenham fugido do real em busca do melhor(mesmo que tenha sido só para o melhor deles, financeiramente falando), e que o que restou para nós foi admirar. Aceito o fato das críticas e tudo mais, é para isso que crescemos, mas enquanto as crianças são crianças, deixemos que elas vivam essam magia e recriem seus prórpios contos. Elas não maldam, eles reconhecem as maldades e se perguntam o por que delas existirem. Elas não procuram sexo, um beijo é simplismente a forma mais sincera e carihosa que elas conhecem de demonstração de afeto. As maldades são nossas. Nos novos filmes da Disney revejo uma mudança mais cuidadosa tratando de assuntos como morte e diferenças. Antes os filmes mostravam as cenas de morte, hoje eles apenas induzem as crianças a visulizar o fato. O próprio traço dos desenhos mudaram, antes eram desenhos adultos, perfeitos, humanos,hoje: redondos,coloridos,fofinhos...preste atenção!!!!São as crianças que deduzem quem morreu, quem é bom,quem não é amigo.Acredito que o papel mais importante é o nosso, de pai, de tio, amigo, irmão, vizinho. Somos nós que devemos ver certas maldadaes e ensiná-los a identificar os perigos do mundo sem precisar achar um culpado. Este é o mundo em que vivemos temos que dançar conforme a valsa. Fugir quando preciso como cinderela, fechar os olhos como Bela adormecida, brigar como chapeuzinho, perdoar como A Bela da fera, batalhar como A princesa e o sapo, Chorar como João e Maria, e amar, sempre, como Geppeto. Os contos estão vivos, sejam eles de fadas ou não. Os contos são culturais e cada lugar do mundo tem o seu. Não devemos somente criticar devemos sim aprender a escutar. A leitura é algo que somente o leitor tem o poder de decidir o que é bom ou ruim para ele. Então ao "contar" um história, seja o mais neutro possível para que a sua opinião não interfira na leitura de quem estiver ouvinho. No mais, adorei os comentários e se pudesse ficaria o dia todo falando sobre isso, mas o dever me chama e tenho que colocar mais um "filminho" para meus filhinhos. Sucesso!

Pinóquio universal

Considerado por Benedetto Croce como “o mais belo livro de literatura infantil italiana”, Pinóquio é uma obra que percorre o mundo. Graças à sua força narrativa, reedições (a primeira edição de 1883 já foi reeditada cerca de 150 vezes), traduções e retraduções, a obra-prima de Collodi é um clássico dentro e fora da Itália.

Carlo Collodi, o autor de Pinóquio, iniciou sua produção literária para crianças em 1866 traduzindo contos de fadas franceses (Perrault, Mme. Leprince de Beaumont, Mme. d’Aulnoy), que foram reunidos na publicação Racconti delle fate (Contos de fadas), de 1875. Collodi também escreveu livros para o ensino fundamental, o que fazia com grande habilidade linguística e estilística, unindo narração e divulgação de conhecimentos científicos e literários. É, por isso, considerado um benemérito da educação pública na Itália. Em 1881, publicou no Giornale per i bambini (Jornal para crianças) o primeiro capítulo de Storia di un burattino (História de um boneco), que deu origem ao livro Le Avventure di Pinocchio (As aventuras de Pinóquio).

Inicialmente, a história de Pinóquio foi publicada em 26 capítulos, de julho de 1881 a janeiro de 1883, com algumas interrupções; a composição seriada pode estar por trás de certas faltas de lógica na narrativa apontadas pela crítica. O sucesso veio logo depois da publicação dos dois primeiros capítulos. Collodi terminara a história com o capítulo em que Pinóquio foi enforcado, porém, por causa dos insistentes pedidos dos leitores, estendeu a obra até o capítulo 26, no qual Pinóquio se transforma em um menino de verdade. Os 26 capítulos foram reunidos em livro em fevereiro de 1883 por Felice Paggi, com ilustrações de Enrico Mazzanti, com o título Le avventure di Pinocchio. No livro, Collodi introduziu algumas mudanças: procedeu a uma nova divisão em capítulos, que passaram a ser 36, e acrescentou um sumário introdutório detalhado antes de cada capítulo.

Como se sabe, As aventuras de Pinóquio narra a história de um boneco de madeira feito por Geppetto, um homem velho e pobre. A madeira, porém, é mágica, de modo que, depois de pronto, o boneco começa a se mexer e agir como um menino de carne e osso. Como tantos meninos, é desobediente, não ouve os conselhos dos mais velhos e prefere divertir-se em vez de ir à escola, mas é ingênuo e tem um bom coração. Um dos traços típicos de Pinóquio é que quando mente seu nariz cresce, uma imagem tão acertada de Collodi que é conhecida mesmo por aqueles que nunca leram o texto. Geppetto se afeiçoa a Pinóquio e o trata como um filho. Quando Pinóquio sai de casa para ir à escola, envolve-se em diversas aventuras e dificuldades. Finalmente, através de seu próprio esforço, e com o auxílio da Fada dos Cabelos Azuis, Pinóquio se transforma num menino de verdade.

A história de Pinóquio foi escrita no período da Restauração da Itália, ou seja, do recém-formado Reino da Itália, que congregava regiões com grandes diferenças históricas, de ordem política, administrativa, social, civil e linguística. Collodi, porém, escreve para as crianças sem se ater às regras moralístico-religiosas da época. A infância é um tema central na sua obra, tanto nos livros escolares como nos de ficção. Os críticos costumam distinguir em sua obra duas interpretações da infância: a histórica, diferenciada por classes sociais, e a simbólica.

A infância simbólica está presente em Le avventure di Pinocchio. O próprio nome escolhido para o protagonista é simbólico; “pinocchio”, em italiano, significa “seme comestibile dei pini” (semente comestível dos pinheiros), portanto, ligado à madeira, material de que foi feito o boneco. Esse personagem resulta da fusão dos dois modelos de criança: o menino de rua e a criança burguesa; é também o arquétipo da criança simbolizando a essência comum a essas duas infâncias opostas. Apesar de ter vivido no século 19, quando prevalecia uma ótica pedagógica moralista na literatura para crianças, Collodi mostra, de forma intuitiva, principalmente em Pinóquio, um enfoque da literatura infantil que só se generalizaria no século 20. Diferentemente de outros livros para crianças, escritos para adultos e depois adaptados para os leitores mirins, Pinóquio foi escrito diretamente para as crianças.

Pinóquio é uma história que percorre o mundo, graças à tradução. Um dos últimos levantamentos diz haver 260 traduções em diversas línguas, além de inúmeras transposições cinematográficas, teatrais, em quadrinhos e em vários dos novos formatos digitais. O livro é, também, objeto de estudo em dieferentes áreas, da pedagogia à linguística, da psicanálise à economia. Aliás, em uma passagem do livro Geppetto diz que gostaria de fazer para ele um belo boneco de madeira, um boneco maravilhoso que soubesse dançar, dar saltos mortais, e que com esse boneco gostaria de viajar pelo mundo. O desejo de Geppetto parece ter se realizado, pois Pinóquio se transformou em personagem universal.

A carreira internacional de Pinóquio começa em 1891 na Grã-Bretanha, onde a primeira tradução para o inglês foi acolhida de forma entusiástica. Essa tradução é difundida em todo o âmbito de língua inglesa, entre outros Irlanda, Estados Unidos e vários países asiáticos. A primeira tradução norte-americana é de 1901 e foi seguida pela tradução francesa em 1902 e uma adaptação para o alemão em 1905. No período compreendido entre 1911 e a Segunda Guerra Mundial foram publicadas traduções de Pinóquio não só em línguas européias, mas em diversas línguas da Ásia, da África e da Oceania. As adaptações para o cinema começaram em 1911 (com filme mudo, colorido a mão, de cerca de 30 minutos de duração) e muitas outras se seguiram, como a famosíssima versão de 1940, da Disney, e a de Roberto Benigni, que está muito próxima da história escrita por Collodi, e foi lançada na Itália em 2002, ou ainda o filme Hinokio, de Takahiko Akiyama, que recebeu o prêmio de melhor filme infanto-juvenil no Festival do Rio de 2005.

No Brasil, a obra de Collodi chegou tardiamente. Isso talvez se explique porque, embora o país apresentasse um panorama propício à produção cultural devido à urbanização e à ampliação do ensino, a incipiente indústria editorial enfrentava muitas dificuldades. Entre estas estavam as altas taxas de importação sobre o papel e a polpa; a concorrência com os livros importados de Portugal, isentos de impostos; e o reduzido número de leitores devido à alta taxa de analfabetismo. Como resultado dessa situação, conforme constatou Lia Wyler em Línguas, poetas e bacharéis – uma crônica da tradução no Brasil (2003), muitos livros brasileiros eram impressos em Portugal e na França.

Somente após 1930, com a aprovação das leis trabalhistas, educacionais e eleitorais no governo de Getúlio Vargas surgiram condições mais favoráveis à produção de livros no Brasil. A difusão do “ideário estado-novista” dependia da alfabetização, o que incentivava a produção de livros. Porém, a censura do governo impedia a tradução de muitas obras. A tradução de livros infantis foi uma opção a que se dedicaram muitos escritores e editores. Monteiro Lobato realizou e publicou, em 1933, a primeira tradução de Le Avventure di Pinocchio no Brasil. Após a pioneira tradução brasileira de Lobato, muitas outras se seguiram. Assim, apenas entre 2002 e 2008, foram publicadas nada menos do que nove diferentes traduções em português do Brasil.

Dentre elas, destacam-se as traduções de Monteiro Lobato, na sua 15ª reedição em 2004; a de 2005, com tradução de Aurea Marin Burocchi, pela editora Paulinas, edição crítica, lançada por ocasião das comemorações do centenário de Pinóquio; a tradução de Marina Colasanti, de 2002, pela Cia das Letrinhas, com reedição em 2008, que recebeu da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), em 2003, o Prêmio Monteiro Lobato, categoria “A melhor tradução/crianças – hors concours”, além de integrar a coleção de títulos entregues, no ano de 2002, pelo PNE (Programa Nacional da Escola), do Ministério da Educação, para a formação de bibliotecas e para estimular a leitura nas escolas públicas brasileiras do ensino fundamental.

Leonardo Arroyo afirma que Collodi foi um dos autores que mais contribuíram para o desenvolvimento da literatura infantil no Brasil. Cabe notar que Pinóquio é das poucas obras italianas presente nos catálogos das principais editoras que publicam literatura infantil traduzida, pois é um clássico que continua a nos encantar: adultos e crianças.

 

O verdadeiro Pai de Pinoquio

Carlo Collodi não era o seu verdadeiro nome, antes um pseudónimo usado por Carlo Lorenzini. Mas foi por Carlo Collodi que ficou mundialmente conhecido. Nasceu em Florença em 24/11/1826 e aí passou ao Oriente Eterno em 26/10/1890. Foi jornalista, escritor e combatente voluntário na Guerra de Independência de Itália, entre 1848 e 1860.
Publicou as obras "Gli amici di casa" e "Un romanzo in vapore. Da Firenze a Livorno. Guida storico-umoristica", por volta de 1856. O seu primeiro livro infantil foi publicado em 1876 e intitulou-se "Raconti delle fate". Em 1877 escreveu "Giannettino" e no ano seguinte " Minuzzolo". Em 1881, inicia a publicação de um periódico virado para o público infantil, o "Giornale per i bambini". Foi nesse peródico que originalmente foi publicada, em curtos capítulos, a "Storia di un burattino" (História de um Boneco), o primeiro título do que veio a ser o livro mundialmente conhecido por "Aventuras de Pinóquio", a sua obra-prima. Em 1887, publica ainda "Storie allegre".
A condição de maçon de Carlo Collodi, apesar de não estar confirmada por nenhum documento oficial, é indisputadamente reconhecida. Aldo Molla, profano que, em Itália, é geralmente reconhecido como o historiador ofical da Maçonaria, manifesta essa certeza. Vários elementos biográficos de Carlo Collodi parecem confirmá-la: a criação em 1848 de um jornal chamado "Il Lampione", que, como ele dizia, devia "iluminar todos aqueles que vagueavam nas trevas"; a participação na Guerra da Independência integrado nos voluntários toscanos, em 1848, e a sua, também voluntária, integração no exército piemontês em 1859; a sua extrema proximidade ao reconhecido maçon Mazzini, de quem se declarava "discípulo apaixonado".
Os princípios caros à Maçonaria expressos na trilogia Liberdade - Igualdade - Fraternidade estão expressos nas "Aventuras de Pinóquio": a Liberdade, porque Pinóquio é um ser livre e que ama a Liberdade; a Igualdade, porque a única aspiração de Pinóquio é ser igual aos outros e porque nenhuma personagem é superior às demais, nem em importância, nem em nível social; a Fraternidade, porque este é o sentimento principal que faz agir as personagens nas diferentes situações.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Jonathan Swift

Nasceu em Dublin, Irlanda, em 1667. Estudou no Trinity College, na capital irlandesa, e transferiu-se para a Inglaterra no final da década de 1680. Trabalhou como secretário, tornou-se escritor de prestígio e um dos maiores diplomatas de sua época. Também foi clérigo da Igreja da Irlanda e deão da catedral de São Patrício, Dublin. Em 1726 publicou Viagens de Gulliver, sua obra mais famosa. Morreu em 1745.
Viagens de Gulliver
Quem lê pela primeira vez a versão original de Viagens de Gulliver, tendo como pano de fundo uma vaga lembrança de adaptações infantis, espanta-se ao constatar que tem nas mãos um dos textos mais amargos do cânone ocidental.
Como observa George Orwell no prefácio incluído nesta edição, o livro de Jonathan Swift, apesar de todo o seu ressentimento e misantropia, é uma obra deliciosa, que permite vários níveis de leitura. É primeiro um livro de viagens - ou melhor, uma sátira aos livros de viagens, tal como Dom Quixote é, entre outras coisas, uma sátira aos romances de cavalaria; para as crianças, é uma história de aventuras, cheia das criaturas fantásticas e do humor escatológico de que tanto gostam; e é um dos marcos iniciais da ficção científica.
Entretanto, o que mais fascina o leitor maduro nessa obra publicada pela primeira vez em 1726 é o olhar implacável que seu autor volta sobre o homem, suas instituições, seu apego irracional ao poder e ao ouro, e sua insistência em prolongar a vida mesmo quando esta só proporciona sofrimento.
Esta edição de Viagens de Gulliver foi organizada pelo professor Robert DeMaria Jr., também responsável pelo texto de introdução e pelas notas, e conta com imagens preciosas, como reproduções da folha de rosto e do frontispício da primeira edição da obra-prima de Jonathan Swift, além de mapas das diferentes terras citadas no romance, inestimáveis para a leitura.

Chá de casa nova

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um charme só...

Bebesssssss

Bebesssssss
Um encanto de inspirações

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6. SEL SEMINÁRIO EDUCAÇÃO E LEITURA

Foi o maior sucesso! o nosso encontro reuniu diversas pessoas, pesquisadores, professores, estudantes, escritores,amigos. Um mundo de diversidade cultural e profissional. Agradecemos a presença de todos os estados do Brasil e de alguns países. Foi um prazer enorme compartilhar tantos momentos gratificantes e educativos com toda a equipe da organização. Vamos torcer para que o 7 sel possa ser tão prazeroso como este. Feliz 2011!!!!



Claudinha:



Você é uma danada. Já li seu blog, percebo que está se interessando em divulgar eventos acadêmicos atividade que aprendeu na iniciação científica. Parabéns...

A nossa equipe hoje se chama "grupo de pesquisa Ensino de Linguagem, linha de pesquisa: educação, leitura e formação do leitor". Temos fotos ótimas do 6o SEL, depois pegue uma

para você atualizar no blog.

Abraço,

Marly


6. SEMINARIO EDUCAÇÃO E LEITURA

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Ensino de Linguagem - UFRN

I Mostra de Literatura Surda

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Escola tecnica federal NATAL-RN 13 de novembro de 2010

BOAS FESTAS!

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Saúde, Sucesso,Sorrisos

FELIZ 2011!

Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém.

Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim,

e ter paciência para que a vida faça o resto.



William
S.